Morte da Vereadora Marielle

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Morte da Vereadora Marielle

Difícil hoje falar de assuntos polêmicos no Brasil sem ser atacado por “A” ou “B”. Concordam? A censura das massas estão cada vez mais fortes e agressivas. A Lei do silêncio foi instaurada. Quando vai se falar de Direitos Humanos ai sim a coisa fica feia. Falar da Morte da Vereadora Marielle é um campo minado. Quero passar ileso.

O grande erro foi deixar os Direitos Humanos serem usados como plataforma política. Hoje é “chique” ,”descolado” e sinônimo de intelectualidade ser de esquerda e membro de qualquer entidade ligada aos Direitos Humanos.  O mal uso da ideia nerval do que é ser humano e ter direitos causou uma fissura na sociedade.

Pasmem, hoje ter opnião diversa dessa maioria movida pela mídia, é perigoso. Para quem tem um perfil em redes sociais, nossa ai a coisa fica feia. O xingatório fica feio mesmo. Alguém tá ganhando muito por trás deste movimento, e  não os “humanos”. Vamos ter os pés no chão, por favor. A quem interessa ter uma sociedade dividida, desorganizada e alienada? Os Direitos Humanos? Acredito que não.

O que tem a Morte da Vereadora Marielle a ver com tudo isso?

A partir de agora estou no terreno que mencionei antes. Mas talvez possa me proteger da seguinte forma, tratando com humanidade e empatia o caso.

Nenhuma perda de vida humana de forma violente deve passar impune. Uma premissa muito importante essa não é? Ao nos colocar como humanos talvez possamos prosseguir de forma mais tranquila o texto.

O fato de sermos hétero ou homossexual, branco ou negro, homem ou mulher, não nos faz mais ou menos humanos. Essa é outra premissa importante, não?

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É tão importante mas mesmo assim quando vamos ao noticiário vemos normalmente as pessoas usando o que somos ou não somos como algo que nos define, nos limita e nos divide. Para mim isso é ridículo. São opções ou gêneros, mas somos na essência humanos.

A morte de uma “autoridade”, de um pai de família ou de um Policial não tem diferença. A perda é a mesma. A dor para a Família é a mesma. E infelizmente a impunidade é a unica democracia que nos une nestes casos. O Estado, em seu sentido macro, está incapacitado de reverter a situação. Sejamos realistas, gastamos uns 210 anos para chegar até aqui (1808, chegada da família Real ao Brasil. Apenas um marco.). Vamos num passe de mágica mudar a realidade?

A violência, as drogas, a miséria, a fome e a desesperança são uma realidade cada vez mais latentes em nossas vidas. Não são o Rio, São Paulo, Belo Horizonte ou Porto Alegre…. todos estamos a mercê. Se pararmos hoje e fossemos tentar reverter tudo que foi mal feito talvez gastaríamos os mesmos 210 anos para reconstrução de nossa sociedade.

A educação é a saída. Alguém duvida? E mais,  duvidam que alguém se beneficia da forma em que estão hoje nossas escolas? Difícil né?

A Morte da Vereadora Marielle, a da policial militar de Santa Catarina Caroline Plescht, de 32 anos e do Tenente da PM do RJ Jeovany Carvalho de Andrade Brito, de 29 anos, não são fatos que deveriam nos separar. A final quem ganha com isso? A violência é um câncer, que cresce silencioso e no seu ápice leva geralmente a morte.

Ninguém deve comemorar a morte da Vereadora do Psol. Nem dos Policiais e muito menos dos pais e mães de família vítimas da violência. Afinal somos todos, independentemente de raça, religião, opções, escolhas ou gêneros, absolutamente humanos. Não fiquemos constrangidos em reconhecer isso e nos solidarizar com a dor e sofrimento de quem quer que seja. Não deixemos que a mídia nos tire essa capacidade.

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